Duma brisa veio lá daquele longínquo verão a mesma sensação que aqueles miúdos me projectavam. O abraço dela em colo dele.
Antes os seus olhos brilhavam em tudo o que ele dizia. Ela do lado oposto via a mesa estender-se por quilómetros. A respiração tornava-se rarefeita para depois saltar. Como seus olhos saltavam esses quilómetros por cima para lhe cair no goto. Como a respiração chegava a mim a anos de distância. Observava-a de frente. A sensação. A menina. O momento. Tãoigual!
Saltou! Ele balbuciou algo.
Ela saltou para o seu colo com o corpo que só a saudade se reveste.
E comigo ficou essa brisa do mesmo momento de há tantos verões passados.
Brisas de Lis e da meninice.
VAz Dias
Sem comentários:
Enviar um comentário