Caíste-me!
Por todas as falhas,
por todas as ausências,
por todos os momentos
que se adiaram,
caíste-me!
Pelos receios futuros,
pelos próximos
pelos presentes,
caíste-me!
Um dia veria a queda,
como que gozando na cara
do destino
e rindo de abuso irónico.
Mas quando enfim aconteceu,
tudo parecia uma surpresa.
Como quando o destino
replica e à ironia despreza.
Foi neste dia,
nesta tão mesma hora
que a dor se inflingiu
para guardar memória.
Caíste-me máscara
de tão boa retórica!
VAz Dias
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