quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

N A P O N T A D A T E R R A

Perdi-me de ti.
Continuei te chamando.
Ao escuro, à caixa de mensagens...
ao vento.
Fui à ponta da terra
gritar ao eco
para que caísse do outro lado,
onde não te vejo
e não te oiço.
Encosto o ouvido ao mundo
e escuto o teu coração,
batendo, palpitando...
cantando em ritmo
compassado do que à minha veia
tenha à mão.
Sou músico sem instrumento.
Sou cego de sons.
Toco-te na ponta da terra
para ficarmos a sós.
Só espero que venhas
na curva do eco,
na malha escura dos céus...
na ponta da terra.
Sim,
-escuta!-
na ponta da terra
guardada só para nós!

VAz Dias

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