É no requinte
do quarto escuro
que me fecho
em dias de sol feliz
na terra dos abençoados.
Como que por momentos
renunciando à ilusão
dos dias todos serem solarengos.
De não haver um pingo
de cinzento ou amargura.
É nos dias brilhantes
que observo a escuridão
lá dentro,
(lá dentro de mim, no mais seco de mim)
e aí sim,
montar uma central eléctrica
de requinte quando os dias,
efectivamente,
choverem desesperança
e apagarem as bênçãos.
VAz Dias
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