Do lóbulo escorrego à clavícula
e imagino-te uma asa de anjo
ali no início das costas.
Vôo!
E volto a descer sedosamente às costas.
O indicador
(paralelo)
acompanha pelo braço.
O seu interior,
em pele fina,
sugere-me a palma da mão.
Rendo-me e entrego
de indicador a mindinho
a sua intimidade.
O polegar afaga a janela da tua delicada mão.
Seguras-me em casa nossa,
mas deixas-me voar de novo.
Deito a minha mão,
de face posterior para te pentear o ar
que te quer assentar da lombar à linha da anca.
Pinto suave,
tranquilo,
infinitamente
invisíveis cores de intimidade.
Só até repousar em teus tão curvos glúteos
a palma de mão de oxigénio puro.
Fazes-me respirar as mãos como asas.
O teu corpo como uma mão cheia,
guarda-me num abraço,
de amantes de domingo.
Da tarde e do seu final.
Segundos voam...
VAz Dias
Pinto suave,
tranquilo,
infinitamente
invisíveis cores de intimidade.
Só até repousar em teus tão curvos glúteos
a palma de mão de oxigénio puro.
Fazes-me respirar as mãos como asas.
O teu corpo como uma mão cheia,
guarda-me num abraço,
de amantes de domingo.
Da tarde e do seu final.
Segundos voam...
VAz Dias

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