Daquele alpendre
Se dobrava.
Debruçava-se sobre
O seu jardim.
O seu mundo.
O seu jardim
Era um mundo nosso
De girassóis.
Éramos só o que ela
Nos assolava.
E por nós se debruçava
E girávamos de encontro
À sua luz.
Só nós. À condução
Da sua luminescência.
O prazer dessa ciência
A quem apenas
Se debruçava
Do alpendre dos alpendres.
Ser o sol que nos gira.
O sol dos nossos dias.
VAz Dias
Sem comentários:
Enviar um comentário